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(Envie um e-mail em branco para activismo_animal-subscribe@yahoogroups.com)
Em qualquer movimento ético e social, sobretudo nos movimentos de defesa de direitos fundamentais - como é o caso do movimento de defesa dos direitos dos animais -, o activismo dos seus apoiantes é a peça fundamental que faz com que o progresso moral e civilizacional por estes procurado seja conseguido. Em qualquer sociedade livre e democrática - das quais os direitos fundamentais são pilares fundadores -, a participação cívica e a intervenção política dos seus cidadãos é a principal garantia de continuação e maturação dessa liberdade e dessa democraticidade, apenas consolidadas, e só assim honradas, mediante o exercício da cidadania activa e participativa, dos direitos cívicos e políticos de busca e partilha de informação, de crítica livre mas sempre consequente, de elogio ou condenação, de pensamento e de reflexão, de expressão e manifestação de convicções, e de implementação de opções e soluções defendidas para os problemas que se vão impondo. O activismo, a participação cívica e a intervenção política são, pois, e conjuntamente, os motores do desenvolvimento social, cultural e político de uma sociedade, bem como da sua progressiva realização moral.
Porque o objectivo central da ANIMAL é fazer com que os direitos dos animais avancem em Portugal, na Europa e em todo o mundo, e na certeza de que o cumprimento desse objectivo dar-se-á fundamentalmente quando o respeito pelos animais e a sua protecção forem valores sociais e políticos absolutamente consagrados na sociedade portuguesa e na sua consciência e vivência democrática, refletindo a importância moral que têm e a indispensabilidade de que se revestem para o verdadeiro e completo sucesso da realização moral da humanidade, a ANIMAL, quer correspondendo ao seu móbil central que é a defesa dos animais, quer correspondendo às suas responsabilidades públicas na sociedade portuguesa como organização não-governamental, tem apostado em cultivar uma atitude vigilante, de activismo firme e enérgico em defesa dos direitos dos animais, temperado com o equilíbrio e a seriedade que uma tão importante causa impõem, atitude própria da participação cívica e da intervenção política que empreende e a que estimula junto de todas as portuguesas e portugueses que partilham com a organização preocupações éticas relativamente ao modo como os animais são e devem ser tratados.
Se, até aqui, a ANIMAL tem de facto exortado todos os seus apoiantes, ou, mais rigorosamente, todas as pessoas que apoiam os direitos dos animais, a terem um papel activo na construção das mudanças éticas e políticas que se têm por inquestionavelmente decisivas, chega agora uma altura em que o activismo será de importância vital. É importante salientar que este facto está intimamente relacionado com a entrada em funções de um Governo de Portugal composto por fervorosos e hostis aficionados das touradas, praticantes de tiro aos pombos e de caça (entre outros horrores), que são e têm sido os principais inimigos dos animais em Portugal (nomeadamente figuras como Pedro Santana Lopes, Paulo Portas, Henrique Chaves, Salter Cid e Luís Nobre Guedes, entre outros agora governantes), que têm um ódio pessoal e confesso à ANIMAL (e à defesa dos direitos dos animais em geral), e que agora mais poder terão para levarem por diante os seus primários e medievais intentos.
Se, até ao momento presente, era já sabido que, como em qualquer movimento ético e social, não é razoável, sério ou eficaz esperar dos órgãos do estado e dos seus responsáveis que dêem o exemplo e que tomem, de livre iniciativa, as medidas políticas que correspondam às preocupações morais do movimento de defesa dos direitos dos animais - especialmente em Portugal, onde uma parte substancial da classe política é ainda deliberadamente indiferente a este movimento -, a partir de agora essa certeza é-nos especialmente dada pela presença dos mais activos opositores da defesa dos animais no Governo (além do Presidente da República). Aquilo que nos é pedido, aquilo que a ANIMAL, com mais força do que nunca, pede, é que todas as pessoas - sobretudo as mais próximas da protecção dos animais - não deleguem em quem quer que seja a sua liberdade de intervenção cívica e participação política, antes assumindo-a e exercendo-a com determinação e em consciência, em todos os domínios, é certo, mas com uma especial atenção a dedicar àqueles que permanecem absolutamente indefesos, os animais, que estão à mercê de personagens que a história se encarregará de destacar como perigosos agentes do entrave à realização moral da humanidade.
Com reforçada convicção e determinação, e mais disposta e preparada do que nunca para defender os animais de todas as injustiças e tiranias que se adivinham para breve (como se as existentes não fossem já gravemente bastantes), a ANIMAL quer e precisa de ter todos os seus consigo, aqueles que estão com a moral e com a justiça, e, por isso, também com os animais e pelos animais. A ANIMAL está de prevenção e em permanente alerta, receando apenas os males que possam vir a vitimizar os animais, mas, e desde logo por isso, fortemente apostada em afirmar na mais viva e inabalável voz o superior dever de respeitá-los e protegê-los.
É por todas estas razões que a ANIMAL está a relançar e reforçar o Grupo de Activismo da ANIMAL, avançando com a constituição de Grupos Locais de Activismo da ANIMAL em todo o país, para que a nossa força ética se exprima universalmente no cumprimento dessa obrigação moral igualmente universal que é a libertação dos animais da injusta tirania especista. O objectivo é fazer com que, mediante uma preparação e acompanhamento da ANIMAL garantida aos seus apoiantes e activistas, e encorajando-os sempre a prezarem e persistirem sempre no autónomo exercício da sua iniciativa de participação cívica e de organização prática do activismo, garantir que, não obstante as dificuldades e obstáculos, os direitos dos animais sejam consagrados em Portugal. Exigimos e lutaremos por avanços e não admitiremos retrocesso algum.
Pelos Animais, com a ANIMAL, Participe na Mudança! Junte-se ao Grupo de Activismo da ANIMAL e ao Grupo Local de Activismo da ANIMAL mais próximo de si. Por favor, envie um e-mail em branco para activismo_animal-subscribe@yahoogroups.com. Para informações acerca do activismo na ANIMAL, por favor contacte miguel.moutinho@animal.org.pt.
"O grau de progresso moral de uma nação pode medir-se pelo modo como esta trata os seus animais", Mohandas Gandhi
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