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UE  falha em conseguir pôr fim ao sofrimento dos animais no transporte

 

ANIMAL e Compassion In World Farming declaram-se profundamente indignadas com a incapacidade da UE para aliviar o sofrimento dos animais durante o transporte

 

 

 

Para Divulgação Imediata

27 de Abril de 2004

 

Contacto para Informações

Miguel Moutinho (Tm: 96 235 81 83)

Director Executivo da ANIMAL

 

 

A ANIMAL e a Compassion In World Farming (CIWF) estão profundamente indignadas com o facto dos Ministros da Agricultura da UE, reunidos em Conselho ontem à noite, terem falhado em conseguir estabelecer um acordo acerca de novas leis para regular o transporte de animais para abate ou posterior engorda, tendo perdido uma importantíssima oportunidade para melhorarem o bem-estar animal no seio da UE. Como positivo, a ANIMAL e  CIWF destacam apenas - embora significativamente - que as propostas da Presidência Irlandesa da UE não tenham sido aprovadas em Conselho de Ministros da Agricultura, na medida em que estas propostas, caso tivessem sido aprovadas, representariam um gravíssimo retrocesso na salvaguarda do bem-estar de milhões de animais na União Europeia.

 

ANIMAL e a CIWF saúdam o Governo Britânico por ter lutado pela imposição de um limite máximo que poderia melhorar, de forma muito significativa, o bem-estar de milhões de animais de criação na UE. É neste sentido que se apela ao Governo Britânico para que, durante a sua Presidência da UE, em 2005, retome este seu esforço, para que um tão fundamental avanço para a protecção dos animais se concretize na UE.

 

Segundo Joyce D´Silva, Directora Executiva da CIWF, "esta falha em conseguir um acordo sobre esta matéria representa uma completa desconsideração pela opinião pública da UE e pelos próprios resultados de investigações da UE que revelaram a necessidade desesperada da aprovação de novas leis para melhorar o bem-estar dos animais no transporte. A CIWF, com todas as suas organizações parceiras da Coligação Europeia para os Animais de Criação, continuará a desenvolver vigorosos esforços de campanha para garantir que estes avanços legislativos aconteçam de modo a se poder, assim, reduzir substancialmente o sofrimento de milhões de animais." Miguel Moutinho, Director Executivo da ANIMAL, afirma que "até este avanço se registar, a UE deve privilegiar a aplicação das normas vigentes de bem-estar animal."

 

Em cada ano, cerca de 3 milhões de animais usados na indústria alimentar, como vacas, porcos, ovelhas e galinhas, entre outros, são transportados em viagens que atravessam toda a Europa, chegando estas a durar por vezes 90 horas. Estes animais sofrem frequentemente com o calor extremo e o sobreaquecimento consequente, com a sobrelotação dos camiões em que são transportados (muitos animais são esmagados pelos outros animais com os quais viajam), ao que acresce a privação de água e uma muito pobre ventilação, assim como ferimentos e doenças resultantes destas condições de transporte. A ANIMAL, juntamente com a CIWF e integrada na Coligação Europeia para os Animais de Criação, tem, ao longo dos últimos anos, desenvolvido um esforço de campanha apelando à aprovação de novas normas comunitárias que estipulem um limite máximo de 8 horas ou 500km para o tranposrte de animais para abate ou posterior abate no espaço da UE, exigência que defende também como membro-observador do Eurogrupo para o Bem-Estar Animal.

 

 

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