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Poesias
Góticas
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UM ANJO A MINHA ESPERA Lá estava ele contemplando a minha chegada Queria que estivesse ao seu lado Passaria todos os segredos celeste E como se não bastasse Preparou um enorme banquete de trombetas Para anunciarem quando eu chegasse E acordar todos os guardiões do universo Para me verem de perto Pois já há muito tempo previa o tal encontro E já havia até profetizado esses momentos de alegria Seria eu um deus vivo ? Ou uma outra divindade qualquer ? Não . Era apenas uma homenagem a minha própria existência E permanência de batalhas e lutas na terra. Era um anjo a minha espera
José Nogueira
A Meia noite, a meia luz Estarei dividindo o mesmo espaço Neste túmulo que um dia Repousaste teu corpo cadavérico Brindaremos outras existências Com nossas taças feitas de crânios humanos Esquecidos por estes tempos modernos E regaremos com vinho vagabundo Todas as nossas lembranças Amarguras, dores, amores , e loucuras Esta noite sem fim , é só o começo De tudo que já vivemos Evocaremos bruxas, demônios e deuses do universo Para este banquete a meia luz Todos serão convidados E anjos perseguidos por todos os cantos Serão enforcados , e queimados no juízo final Aliás satanistas roubando túmulos recém-ocupados É o que não faltam por aqui , estamos bem servidos Neste clube do fogo eterno
José Nogueira
A Você minha Alma Incandescente Permanecente Que sinto tua existência Pulsar cada vez mais dentro de mim Ondes estás aprisionada num corpo Que não lhe pertence mais E para você isso é o fim Sei o que desejas de mim A morte Mas ainda tenho a sorte Ao meu leito que deito Sem conhecer o futuro Vivo o presente para os meus entes Do veneno que escorre dos meus dentes Cor marfim Que em algum dia terá fim Minha andança Pelo próprio tempo Se perdeu entre pegadas Ao vento Sei que talvez um dia partirás E irás para algum outro lugar Sem deixar endereço Mas sei que mereço Tudo isso Num novo começo José Nogueira
A Voz Satã A aquele que um dia reinou Por todos os templos do terror e do horror A aquele que possuiu tua alma por inteiro Neste teu cheiro putrefato A aquele que ditou as normas a serem seguidas Neste mundo das perdições A aquele que queimou tua existência viva Com as chamas do teu pecado A aquele que te guiou Por todos os teus caminhos e passos Nesta terra que há de devorar-te por inteiro A Voz Satã Entrego-lhe minha vida Sofrida Nesta ferida Contaminada Granada Pronta para explodir em pedaços Em cacos de existência Nesta minha permanência Por todo o universo José Nogueira
José Nogueira, Delírio Cotidiano Zine - Caixa Postal 14411, São Paulo, 02199-970 - SP - Brasil. |
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