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Falar de quadrinhos brasileiros é sinônimo de falar de problemas, isso não é novidade
pra ninguém. Apesar disso, poucas foram, até hoje, as atitudes de se mudar o panorama das HQ?s tupiniquins, o que sempre prevaleceu foi o comodismo.Atualmente temos alguns quadrinhistas dedicados e comprometidos que estão fazendo muito pelos quadrinhos, e um destes batalhadores é o André Diniz! Mesmo não tendo lucro com suas edições, ele segue firme no seu lema de não parar de produzir e divulgar o nome de sua editora Nona Arte. Depois dos álbuns subversivos e Fawcett Diniz resolveu apostar no site da editora como veículo de distribuição de HQ?s e mais recentemente lançou o Informal, que é uma revista com cara de fanzine (ou seria o contrário) impresso em papel jornal. O informal tem 24 páginas, HQ?s de Antonio Eder e André Diniz e a tiragem de 4000 exemplares é distribuída gratuitamente pela internet em pontos alternativos (como cinemas e cafés),comic shops e pelo correio pra quem enviar R$0,70 em selos. Sem dúvida essa é uma atitude ousada, totalmente em prol dos quadrinhos nacionais. O intuito maior é conquistar leitores divulgando o nome e os trabalhos da editora, para futuramente estes leitores tornarem-se consumidores de HQ?s made in brazil. É uma ação revolucionária, com certeza, afinal não me lembro de nada parecido nos últimos 20 anos. Se vai dar certo, aí depende de vários fatores e o apoio de outros quadrinhistas certamente é um destes. |