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CANNABIS SATIVA Decalogo, pelo Dep. Fernanado Gabeira. Revista Hemp Family #1 |
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| Existe na
natureza uma planta estratégica para o mundo moderno. Capaz de
entrelaçar duas lutas vitais deste fim de século - o desenvolvimento
sustentável e as liberdades individuais.
CANNABIS SATIVA é o nome da planta. Estratégica, porém proibida. A seguir, dez maneiras de dizer uma coisa só: LEGALIZE!
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É aceita
também no tratamento de glaucoma e pode ser usada contra a asma e o
stress. Muitos pacientes com aids a utilizam para abrir o apetite e
ganhar peso, reunindo forças para resistir.
7. As pesquisas médicas indicam que a cannabis faz menos mal que o tabaco ou o álcool. Diferente destes, é inofensiva para terceiros, pois não provoca agressividade ou descontrole emocional. Não há indícios de dependentes de cannabis nas clínicas brasileiras. Diz-se que a dose mortal de cannabis são dois quilos jogados do 25º andar de um prédio. 8. A proibição do uso da cannabis sativa tem sido o pretexto para uma das formas mais hipócritas de violência contra o cidadão. Pessoas de bem são abordadas como criminosas e arrancadas de sua tranqüilidade, nos já famosos teatros de agressão e extorsão da polícia. A lei encaminhada no Congresso descriminalizando o usuário será um passo importante para abolir esta situação da vida brasileira. Mas a violência provocada pelo tráfico só será extinta com a liberação total da cannabis. 9. Hoje, a cannabis é plantada na Hungria, França, Canadá, Inglaterra, {Portugal, China e Espanha. Com pesquisas genéticas, o Brasil poderia produzir em três anos a semente da cannabis sem o THC (o princípio psicoativo)para uso industrial. 10. A cannabis é uma matéria-prima estratégica para a sociedade sustentável. Ao contrário do petróleo, é um recurso renovável e limpo. Seu cultivo não necessita de agrotóxicos e tem alta performance produtiva, pois cresce em no máximo 110 dias(podendo ser associado a outras culturas). A cannabis favorece o princípio ecológico do desenvolvimento de regiões auto-sustentáveis, com plantações e fa'bricas lado a lado. A luta pela plantação da cannabis sativa com uso industrial, já adotada por grifes internacionais como Adidas, Guess e Calvin Klein, é uma janela de otimismo para o futuro sustentável do planeta após o fim do petróleo e seus derivados. A luta pela legalização da cannabis fumada por milhões de pessoas se insere no avanço das liberdades individuais, uma marca deste fim de século. As duas lutas já começaram no Brasil. Sinto-me orgulhoso por participar das duas e sentir que, no Brasil, já há as condições socio-políticas para lançar a campanha que pode unir milhares de pessoas, iniciativas e criatividade política. É hora de discutir, agir e legalizar. Legalize!
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